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	<title>Duque Estrada &#187; Transbrasil</title>
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	<description>Direito Aeronáutico</description>
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		<title>Notícias Transbrasil &#8211; 28 &#8211; MP pode atuar em ações falimentares em que a lei não determina sua intervenção (STJ)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>

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		<description><![CDATA[30/11/2011- 10h49 DECISÃO MP pode atuar em ações falimentares em que a lei não determina sua intervenção Embora a intervenção do Ministério Público não seja obrigatória em ações que tenham relação com a falência de empresas, &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/noticias-transbrasil-28-mp-pode-atuar-em-acoes-falimentares-em-que-a-lei-nao-determina-sua-intervencao-stj/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span>30/11/2011- 10h49</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<div>
<div><span>DECISÃO </span></div>
</div>
<div><span>MP  pode atuar em ações falimentares em que a lei não determina sua  intervenção</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<p><span><span style="color: #0000ff;"><strong><span>Embora a  intervenção do Ministério Público não seja obrigatória em ações que tenham  relação com a falência de empresas, nada impede sua atuação, e o processo só  será nulo se o prejuízo da intervenção for demonstrado. A decisão é da Terceira  Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e diz respeito à impugnação da  intervenção do MP em embargos do devedor em uma ação de execução. No caso, a  empresa de aviação <span>Transbrasil</span> S.A. Linhas Aéreas  contesta valores cobrados pela GE Engines Services – Corporate Aviation Inc.</span></strong></span></span></p>
<p><strong>Depois da declaração de falência da  <span>Transbrasil</span>, uma das maiores companhias aéreas  brasileiras, o juízo de primeiro grau determinou a intimação do MP para se  manifestar sobre os embargos do devedor opostos pela  <span>Transbrasil</span>. A empresa aérea impugnou essa intimação,  mas o agravo não foi provido. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP),  ainda que o processo esteja em andamento, “é razoável que se ouça o MP em ações  de interesse da eventual futura massa falida” para garantir a fiscalização dos  interesses dela.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Para a <span>Transbrasil</span>, a  intervenção do MP só seria possível em ação falimentar eficaz, em ação proposta  pela massa falida ou contra ela, e não em ação cuja decisão falimentar esteja  sujeita a efeito suspensivo, como é o caso, pois esta não caracteriza a massa  falida. Porém, segundo a ministra Nancy Andrighi, faz tempo que os efeitos da  decisão que declarou a falência da empresa não estão sujeitos a efeito  suspensivo. A relatora destacou que, além disso, os inúmeros recursos da  <span>Transbrasil</span> – incluindo vários embargos de declaração  – “tiveram nítido caráter procrastinatório” (de atraso no desfecho do processo).</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span><strong>Atuação do MP<br />
</strong><br />
Na antiga Lei de  Falências (Decreto-Lei 7.661/45), a intervenção do MP estava prevista em todas  as ações propostas pela massa falida ou contra ela, porém sua ausência só  tornava o processo nulo se houvesse demonstração do prejuízo (princípio pas de  nullité sans grief). Para a ministra Nancy Andrighi, tal entendimento também  pode ser aplicado quando houve intervenção indevida do MP. Nesse caso o processo  seria anulado apenas quando demonstrado o prejuízo.</span></p>
<p>Com a nova Lei de  Falências (Lei 11.101/05), o dispositivo que previa a intervenção foi vetado por  conta do número excessivo de processos falimentares que sobrecarregavam o órgão.  A ministra salientou que as “inúmeras manifestações” do MP eram injustificáveis,  pois só serviam para atrasar o andamento do processo.</p>
<p>Mas, mesmo que a  participação do MP não seja obrigatória, há casos em que sua intervenção é  facultativa, que “decorrem da autorização ampla que lhe dá a lei de requerer o  que for necessário ao interesse da justiça”. No caso em questão, segundo a  ministra Nancy Andrighi, “ainda que se entenda que a participação do Ministério  Público não era obrigatória, nada impedia sua intervenção facultativa, inclusive  em benefício da própria Transbrasil”.</p>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/noticias-transbrasil-28-mp-pode-atuar-em-acoes-falimentares-em-que-a-lei-nao-determina-sua-intervencao-stj/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Notícias Transbrasil &#8211; 27 &#8211; STJ e a Lei de Falências: Como o tribunal vem decidindo questões de empresas em estado de crise econômico-financeira</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/noticias-transbrasil-27-stj-e-a-lei-de-falencias-como-o-tribunal-vem-decidindo-questoes-de-empresas-em-estado-de-crise-economico-financeira/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>

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		<description><![CDATA[18/12/2011- 08h00 ESPECIAL STJ e a Lei de Falências: como o tribunal vem decidindo questões de empresas em estado de crise econômico-financeira A nova Lei de Falências e Recuperação de Empresas (Lei 11.101) foi sancionada pelo &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/noticias-transbrasil-27-stj-e-a-lei-de-falencias-como-o-tribunal-vem-decidindo-questoes-de-empresas-em-estado-de-crise-economico-financeira/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span>18/12/2011- 08h00</span></div>
<div>
<div><span>ESPECIAL </span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<p><span>STJ e a Lei de Falências: como o  tribunal vem decidindo questões de empresas em estado de crise  econômico-financeira</span></p>
</div>
<div>
<p><span>A nova Lei de Falências e  Recuperação de Empresas (Lei 11.101) foi sancionada pelo então presidente da  República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 9 de fevereiro de 2005, e tem como  principal objetivo – considerado, por muitos, inovador – preservar a empresa em  estado de crise econômico-financeira.</span></p>
<p>Substituindo o Decreto-Lei  7.661/45, que tinha área de incidência mais restrita, a atual legislação ampliou  a aplicação da falência, estendendo-a também ao empresário, seja individual ou  de forma societária.</p>
<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ), última  instância da Justiça brasileira para as causa infraconstitucionais, vem julgando  vários processos com base na nova lei e estabelecendo a correta interpretação  sobre questões como o pedido de falência, o prazo para pedir a desconsideração  da personalidade jurídica e até a intervenção do Ministério Público durante o  procedimento de quebra.</p>
<p><strong>Pedido de falência</strong></p>
<p>No  julgamento do recurso especial 920.140, a Quarta Turma do STJ lembrou que a  Corte repele o pedido de falência como substitutivo de ação de cobrança de  quantia ínfima, devendo-se prestigiar a continuidade das atividades comerciais,  uma vez não caracterizada situação de insolvência, diante do princípio da  preservação da empresa.</p>
<p>No caso, a FICAP S/A recorreu de decisão que  julgou extinta ação de falência proposta por ela contra a Instaladora Elétrica  Ltda., sem o julgamento do mérito, sob o fundamento de que o objetivo da demanda  é a rigidez no recebimento do crédito.</p>
<p>Para isso, sustentou que o pedido  de falência estava devidamente amparado em duplicatas vencidas e protestadas,  com a prova de recebimento da mercadoria, e baseava-se na impontualidade, sendo  desnecessária a demonstração de insolvência da ré.</p>
<p>Em seu voto, o  relator, ministro Aldir Passarinho Junior, hoje aposentado, ressaltou que, em  razão do princípio da preservação da empresa, não basta a impontualidade para o  requerimento da falência; devem ser levados em consideração também os sinais de  insolvência da empresa.</p>
<p>A Corte Especial, no julgamento da SEC 1.735,  não homologou a sentença estrangeira proferida pelo Poder Judiciário de  Portugal, que decretou a falência do empresário Raul Lopes Fonseca, cujos bens  localizados no Brasil, bem como suas cotas sociais, passaram a integrar a massa  falida, “cujo administrador já fora nomeado por aquele mesmo juízo”.</p>
<p>Em  seu voto, o ministro Arnaldo Esteves Lima, relator, ressaltou que, caso fosse  homologada, a sentença estrangeira obstaria no Brasil a instauração ou o  prosseguimento de qualquer ação executiva contra o falido, restringindo, assim,  a jurisdição brasileira.</p>
<p>O colegiado lembrou que, segundo o princípio da  universalidade, a decretação da falência compete ao juízo do local do principal  estabelecimento do devedor (artigo 3º da Lei 11.101).</p>
<p><strong>Direito  intertemporal</strong></p>
<p>E quando o pedido de falência foi feito sob a  vigência do DL 7.661/45? Para o STJ, nas hipóteses em que a decretação da quebra  ocorreu sob a vigência da Lei 11.101, mas o pedido de falência fora feito na  vigência do DL 7.661, deverão ser aplicadas as disposições da lei anterior aos  atos praticados antes da sentença.</p>
<p>O entendimento foi aplicado no  julgamento do recurso interposto pela massa falida da Desenvolvimento Engenharia  Ltda. contra o Condomínio do Edifício Torre Charles de Gaulle (REsp 1.063.081).</p>
<p>No caso, o condomínio propôs execução de título judicial contra a massa  falida, tendo sido efetivada a penhora, avaliação e arrematação de bem imóvel de  propriedade da executada, para satisfação de débito, durante a vigência da  antiga lei. Contudo, antes que pudesse ocorrer o levantamento da quantia pelo  exequente, foi decretada a quebra da empresa executada, já sob a vigência da Lei  11.101.</p>
<p>O juízo de primeiro grau determinou a suspensão da execução e  habilitação do crédito na falência. O condomínio, então, agravou desta decisão e  o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu provimento ao considerar que a Lei  11.101 se aplica às falências decretadas em sua vigência, mesmo que o  ajuizamento do processo tenha se dado anteriormente, mas incidindo somente a  partir da sentença de decretação.</p>
<p>No STJ, a ministra Nancy Andrighi,  relatora, destacou que a alienação judicial do bem ocorreu antes do decreto da  quebra, por isso o valor apurado deveria ser destinado, primeiramente, à  satisfação de crédito do recorrido e, após, havendo remanescente, reverteria em  favor da massa.</p>
<p>“Cumpre consignar, por fim, apenas a título de reforço  de argumentação, que, mesmo que não houvesse regra expressa de direito  intertemporal na Lei 11.101, as suas regras de natureza processual devem ter  aplicação imediata aos processos em curso. Aplicação imediata esta que não se  confunde com retroatividade da norma. Em outras palavras, aqui também vale a  máxima <em>tempus regit actum</em>, ou seja, se a alienação judicial dos bens,  na hipótese, ocorrera antes da entrada em vigor da lei nova e da decretação da  quebra da recorrente, aplicam-se os dispositivos da lei que estava em vigor à  época (Decreto-Lei 7.661), para definir a destinação do valor apurado”, afirmou  a ministra.</p>
<p><strong>Intervenção do MP</strong></p>
<p>Embora a  intervenção do Ministério Público não seja obrigatória em ações que tenham  relação com a falência de empresas, nada impede sua atuação, e o processo só  será nulo se o prejuízo da intervenção for demonstrado.</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><strong>A Terceira Turma do STJ, ao julgar o recurso interposto  pela<span> <span>Transbrasil</span> S.A. Linhas</span> Aéreas contra a GE  Engines Services – Corporate Aviation Inc., destacou que na vigência do DL 7.661  era possível a intervenção do MP durante todo o procedimento de quebra, mesmo em  sua fase pré-falimentar, alcançando também as ações conexas.<br />
</strong></span><br />
Com o advento da Lei 11.101, houve sensível alteração  desse panorama, sobretudo ante a constatação de que o número excessivo de  intervenções do MP vinha assoberbando o órgão e embaraçando o trâmite das ações  falimentares. Diante disso, vetou-se o artigo 4º da nova Lei de Falências, que  mantinha a essência do artigo 210 do DL 7.661, ficando a atuação do MP restrita  às hipóteses expressamente previstas em lei.</p>
<p>“Tendo em vista o princípio  da instrumentalidade das formas, a anulação do processo falimentar ou de ações  conexas por ausência de intervenção ou pela atuação indevida do Ministério  Público somente se justifica quando for caracterizado efetivo prejuízo à parte”,  assinalou a ministra Nancy Andrighi, relatora, em sua decisão.</p>
<p><span><strong>Credor do falido</strong></span></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong>Para o STJ, é de reconhecer o interesse jurídico do credor do  falido, devidamente habilitado na ação falimentar, para intervir como assistente  da massa falida nos autos em que ela atuar como parte.</p>
<p>A jurisprudência  foi aplicada pela Terceira Turma do Tribunal, ao julgar recurso interposto pela  Proview Eletrônica do Brasil Ltda. contra a Sharp S.A. Indústria de Equipamentos  Eletrônicos (REsp 1.025.633).</p>
<p>No caso, a Proview afirmava que era  credora das massas falidas da Sharp S.A. e da Sharp do Brasil S.A. Indústria de  Equipamentos Eletrônicos e que, por estar a Sharp Kabushiki Kaisha, também  denominada Sharp Corporation, postulando, em processo autônomo, a anulação e  adjudicação dos registros da marca Sharp, requereu a sua admissão como  assistente simples.</p>
<p>O Tribunal Regional Federal da 2ª Região indeferiu o  pedido. A Proview recorreu ao STJ sustentando que, além de estar caracterizado o  seu interesse jurídico em proteger os bens da massa falida, a antiga Lei de  Falências assegura aos credores da massa o direito de intervir como assistentes  nas causas em que ela seja parte.</p>
<p>Em seu voto, o relator, ministro  Massami Uyeda, destacou que a declaração de falência constitui novo regime  jurídico entre o comerciante falido e seus credores. Entre outros efeitos, o  falido perde o direito de administrar e dispor dos seus bens, que deverão ser  arrecadados para a satisfação dos seus credores, naquilo que for possível,  configurando-se uma verdadeira execução concursal.</p>
<p>Com isso, nasce para  os credores do falido o interesse na preservação e arrecadação de todo e  qualquer patrimônio que possa vir a formar a massa falida objetiva. “Nessa  circunstância, não há como negar que, nesse momento, o credor do falido passa a  ter interesse jurídico quanto aos bens do falido”, afirmou o ministro.</p>
<p><span><strong>Remuneração do síndico<br />
</strong><br />
De acordo com o STJ, o síndico de massa falida destituído da  atribuição não faz jus à remuneração pelo trabalho exercido. Assim, a Quarta  Turma resolveu afastar os honorário concedidos pelo Tribunal de Justiça da  Paraíba ao síndico da massa falida da Usina Santana S/A (REsp 699.281).</span></p>
<p>O síndico alegou que não havia sido destituído, mas apenas substituído.  Por isso, deveria ser remunerado. Para ele, entender de forma diversa revelaria  nova interpretação dos fatos.</p>
<p>O TJPB entendeu que o trabalho fora  indubitavelmente exercido, e a contrapartida pelo trabalho realizado seria a  remuneração, por não ser autorizado o trabalho escravo. No entanto, a ministra  Isabel Gallotti esclareceu que, conforme disposição literal do Decreto-Lei  7.661, não cabe remuneração alguma ao síndico destituído. Demonstrada a  destituição, o STJ só poderia enquadrar o fato à norma pertinente.</p>
<p><span><strong>Suspensão de execuções</strong></span></p>
<p><strong> </strong><strong> </strong>É a partir do deferimento do processamento da recuperação  judicial que todas as ações e execuções em curso contra o devedor se suspendem.  Na mesma esteira, diz o artigo 52, III, da Lei 11.101 que, estando a  documentação em termos, o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial  e, no mesmo ato, ordenará a suspensão de todas as ações e execuções contra o  devedor.</p>
<p>Assim, os atos praticados nas execuções em trâmite contra o  devedor entre a data de protocolo do pedido de recuperação e o deferimento de  seu processamento são, em princípio, válidos e eficazes, pois os processos estão  em seu trâmite regular. “A decisão que defere o processamento da recuperação  judicial possui efeitos ex nunc, não retroagindo para atingir os atos que a  antecederam”, concluiu a Segunda Seção do STJ, no julgamento do CC 105.345.</p>
<p>Segundo os ministros do colegiado, o artigo 49 da nova Lei de Falências  delimita o universo de credores atingidos pela recuperação judicial, instituto  que possui abrangência bem maior que a antiga concordata, a qual obrigava  somente os credores quirografários.</p>
<p>“A recuperação judicial atinge todos  os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos, ou seja,  grosso modo, além dos quirografários, os credores trabalhistas, acidentários,  com direitos reais de garantia, com privilégio especial, com privilégio geral,  por multas contratuais e os dos sócios ou acionistas”, afirmou a Seção.</p>
<p><span><strong>Competência</strong></span></p>
<p><strong> </strong><strong></strong>Para o STJ, o juízo responsável pela recuperação judicial detém  a competência para dirimir todas as questões relacionadas, direta ou  indiretamente, com tal procedimento, inclusive aquelas que digam respeito à  alienação judicial conjunta ou separada de ativos da empresa recuperanda, diante  do que estabelece a Lei 11.101.</p>
<p>O entendimento foi aplicado pela Segunda  Seção no julgamento do CC 112.637. No caso, a Varig Linhas Aéreas S/A instaurou  o conflito de competência envolvendo o Juízo de Direito da 1ª Vara Empresarial  do Rio de Janeiro, onde se processa a recuperação judicial de empresas do Grupo  Varig, e o Juízo da 82ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, no qual tramitava  reclamação trabalhista contra a Varig Linhas Aéreas.</p>
<p>Segundo o relator,  ministro João Otávio de Noronha, com a edição da Lei 11.101, respeitadas as  especificidades da falência e da recuperação judicial, é competente o respectivo  juízo para prosseguimento dos atos de execução, tais como alienação de ativos e  pagamentos de credores, que envolvam créditos apurados em outros órgãos  judiciais, inclusive trabalhistas, ainda que tenha ocorrido a constrição de bens  do devedor.</p>
<p>“Após a apuração do montante devido, processar-se-á no juízo  da recuperação judicial a correspondente habilitação, de modo a não transgredir  os princípios norteadores do instituto e as formalidades legais do procedimento,  nem desvirtuar o propósito contido no artigo 47 da Lei 11.101”, afirmou o  ministro.</p>
<p>Noronha destacou, ainda, que a jurisprudência do Superior  Tribunal de Justiça tem reconhecido, reiteradamente, a incompatibilidade da  adoção de atos de execução de julgados em outros juízos, notadamente na esfera  trabalhista, de forma simultânea ao curso de processo de reorganização judicial  da empresa devedora.</p>
<p><span><strong>Personalidade jurídica</strong></span></p>
<p><strong> </strong><strong></strong>No  julgamento do recurso especial 1.180.714, a Quarta Turma aplicou o entendimento  de que a desconsideração da personalidade jurídica é técnica consistente não na  ineficácia ou invalidade de negócios jurídicos celebrados pela empresa, mas na  ineficácia relativa da própria pessoa jurídica – ineficácia do contrato ou  estatuto social da empresa –, frente a credores cujos direitos não são  satisfeitos.</p>
<p>A decisão levou em conta diferenças essenciais entre a  desconsideração e dois outros institutos, a ação revocatória falencial e a ação  pauliana. A primeira visa ao reconhecimento de ineficácia de determinado negócio  jurídico tido como suspeito, e a segunda, à invalidação de ato praticado em  fraude a credores, servindo ambos os instrumentos como espécies de interditos  restitutórios, com o objetivo de devolver à massa falida ou insolvente os bens  necessários ao adimplemento dos credores.</p>
<p>Assim, o colegiado considerou  que descabe, por ampliação ou analogia, sem previsão legal, trazer para a  desconsideração da personalidade jurídica os prazos decadenciais para o  ajuizamento das ações revocatória falencial e pauliana.</p>
<p>“Relativamente  aos direitos potestativos para cujo exercício a lei não vislumbrou necessidade  de prazo especial, prevalece a regra geral da inesgotabilidade ou da  perpetualidade, segundo a qual os direitos não se extinguem pelo não-uso. Assim,  à míngua de previsão legal, o pedido de desconsideração da personalidade  jurídica, quando preenchidos os requisitos da medida, poderá ser realizado a  qualquer momento”, afirmou o ministro Luis Felipe Salomão, em seu voto.</p>
<p>Segundo o ministro, no processo falimentar, não há como a  desconsideração da personalidade jurídica atingir somente as obrigações  contraídas pela sociedade antes da saída dos sócios.</p>
<p>“Reconhecendo o  acórdão recorrido que os atos fraudulentos, praticados quando os recorrentes  ainda faziam parte da sociedade, foram causadores do estado de insolvência e  esvaziamento patrimonial por que passa a massa falida, a superação da pessoa  jurídica tem o condão de estender aos sócios a responsabilidade pelos créditos  habilitados, de forma a solvê-los de acordo com os princípios próprios do  direito falimentar, sobretudo aquele que impõe igualdade de condição entre os  credores, na ordem de preferência imposta pela lei”, afirmou o ministro Salomão.</p>
</div>
<p><span>A notícia ao lado  refere-se<br />
aos seguintes processos:<br />
</span></p>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20920140" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  920140</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=SEC%201735" target="_blank" class="liexternal"><span>SEC 1735</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201063081" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  1063081</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201230431" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  1230431</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201025633" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  1025633</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20699281" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  699281</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=CC%20105345" target="_blank" class="liexternal"><span>CC 105345</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=CC%20112637" target="_blank" class="liexternal"><span>CC 112637</span></a></div>
<div><a href="http://www.stj.jus.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%201180714" target="_blank" class="liexternal"><span>REsp  1180714</span></a></div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/noticias-transbrasil-27-stj-e-a-lei-de-falencias-como-o-tribunal-vem-decidindo-questoes-de-empresas-em-estado-de-crise-economico-financeira/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Aeronaves serão removidas do aeroporto de Brasília até março de 2012 (CNJ)</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 22:01:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aeronaves serão removidas do aeroporto de Brasília até março 13/12/2011 &#8211; 00h00 Seis aeronaves fora de operação que hoje ocupam espaço no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília, deverão ser desmontadas e removidas do local &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/aeronaves-serao-removidas-do-aeroporto-de-brasilia-ate-marco-de-2012-cnj/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #1b69b3;">Aeronaves serão  removidas do aeroporto de Brasília até março </span></span></h2>
<div><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #333333;">13/12/2011 &#8211; 00h00</span></span></div>
<div><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #333333;"><br />
</span></span></div>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2816" title="5450282417_0f5d458fb4_m" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2012/01/5450282417_0f5d458fb4_m.jpg" alt="" width="240" height="160" /><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #333333;">Seis aeronaves fora de  operação que hoje ocupam espaço no Aeroporto Internacional Presidente Juscelino  Kubitschek, em Brasília, deverão ser desmontadas e removidas do local até março  de 2012. Essa é a previsão do coordenador do programa Espaço Livre – Aeroportos,  o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Marlos Melek. “Com isso,  teremos livrado o aeroporto de Brasília, um dos mais movimentados do país,  destas sucatas, abrindo espaço para outras aeronaves em operação”, afirma o  magistrado.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"><span style="color: #333333;"><span>Atualmente estão parados no aeroporto internacional de  Brasília três Boeings 767-200 da Transbrasil e outros três do mesmo modelo  pertencentes à Vasp. Após o desmonte das aeronaves, a sucata deverá ser vendida  em leilão e os recursos serão revertidos para o pagamento dos credores das  empresas falidas, especialmente trabalhadores.</span></span></span></p>
<p><strong>Espaço livre  -</strong> A retirada destas aeronaves só tornou-se possível a partir da adesão  da 1ª Vara de Falências de São Paulo e da 19ª Vara Cível de São Paulo ao  programa Espaço Livre, em outubro desse ano. As duas respondem, respectivamente,  pelo processo de recuperação judicial da Vasp e pela falência da Transbrasil.  Segundo o coordenador do programa, após a retirada dos Boeings restarão no  aeroporto de Brasília apenas quatro aeronaves de pequeno porte sob custódia da  justiça.</p>
<p>Lançado em fevereiro deste ano, o programa Espaço Livre busca,  por meio da articulação de ações entre os vários órgãos envolvidos, remover dos  aeroportos toda a sucata de aviões pertencentes a empresas aéreas que faliram  nos últimos anos e ainda ocupam espaços nos terminais. Quatro aeronaves da Vasp  que ocupavam áreas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já foram  desmontadas. A sucata resultante do desmonte foi vendida em leilão e a renda,  revertida à massa falida da empresa.</p>
<p><strong>Uso compartilhado -</strong> Outra frente do programa, também voltada para a desocupação dos aeroportos,  objetiva viabilizar a doação de aeronaves usadas por criminosos &#8211; geralmente  traficantes de drogas &#8211; às justiças dos Estados (Federal, Trabalho, Comum e  Eleitoral). Desde o início do programa, duas aeronaves já foram doadas: uma para  a Justiça do Amazonas e a segunda, recentemente, à Justiça do Mato Grosso. Ambas  seguem o modelo de uso compartilhado do avião, o que reduz os custos de  manutenção e torna viável a utilização da aeronave por diversos  órgãos.</p>
<p>Como resultado de uma mediação feita pela Corregedoria, quatro  aeronaves da Varig Log começam a ser desmontadas esta semana no Aeroporto do  Galeão, no Rio de Janeiro. Algumas das peças dos aviões, como as turbinas, serão  retiradas para serem usados no treinamento de mecânicos na Escola Técnica  mantida pela Varig Log. Após essa etapa será feito o desmonte definitivo.</p>
<p><em>Tatiane Freire</em><br />
<em><span>Agência CNJ de  Notícias</span></em></p>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/26/aeronaves-serao-removidas-do-aeroporto-de-brasilia-ate-marco-de-2012-cnj/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cidades terão &#8216;cemitério&#8217; para aeronaves</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/23/cidades-terao-cemiterio-para-aeronaves/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 21:53:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012Cidades terão &#8216;cemitério&#8217; para aeronaves DE BRASÍLIA &#160; Se, até março, não forem retiradas duas aeronaves da Vasp que estão paradas em Manaus (AM), a &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/23/cidades-terao-cemiterio-para-aeronaves/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span><strong>Folha de São Paulo</strong><br />
São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de  2012<strong><span style="color: #006699;"><span>Cidades terão &#8216;cemitério&#8217; para  aeronaves</span></span></strong><span><br />
</span><strong><span style="font-family: MS Sans Serif;">DE BRASÍLIA</span></strong><span> </span>&nbsp;</p>
<p>Se, até março, não forem retiradas duas aeronaves da  Vasp que estão paradas em Manaus (AM), a Infraero terá de parar a obra de  ampliação da área de embarque e desembarque do aeroporto da cidade, uma das  sedes da Copa-14, diz o juiz auxiliar Marlos Augusto Melek, do Conselho Nacional  de Justiça.</p>
<p>Em Congonhas, os 118 mil metros quadrados empatados com  sucatas da Vasp renderiam, no mínimo, R$ 515 mil por mês à Infraero com aluguel,  se ela transformasse todo o espaço em hangares.</p>
<p>Considerando que as  aeronaves estão lá desde 2004 e 2005, em valores de hoje, o governo deixou de  arrecadar pelo menos R$ 43 milhões.</p>
<p>Além de resolver o problema das  aeronaves que estão encalhadas, será necessário estabelecer uma mudança nas  regras em vigor para evitar novo acúmulo de aviões com pendências judiciais nos  aeroportos do país.</p>
<p>A proposta encampada pelo CNJ é criar um &#8220;aeroporto  de referência&#8221; em cada região. Na prática, serão escolhidas algumas cidades que  funcionarão como cemitérios oficiais dessas aeronaves.</p>
<p>A lista em  discussão prevê que os aeroportos situados em Boavista (RR), Cruzeiro do Sul  (AC), Santarém (PA), Petrolina (PE), Corumbá (MT) eBagé (RS) sejam usados com  essa finalidade.</p>
<p>O maior problema tem sido definir um aeroporto na região  Sudeste. Por enquanto, uma sugestão é usar a pista de teste da Embraer  localizada em Pirassununga (SP).</p>
<p>Segundo Melek, os aviões também não  poderão ficar mais parados indefinidamente. &#8220;Vamos fixar o prazo de oito meses.  A partir daí a aeronave entra num processo de perecimento irreversível. A idéia  aí é vendê-la e depositar o dinheiro em juízo&#8221;, afirmou  Melek.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p></span></div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/23/cidades-terao-cemiterio-para-aeronaves/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Governo vai remover 155 aviões sucateados</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 21:47:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[VASP]]></category>

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		<description><![CDATA[Folha de São Paulo São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 Governo vai remover 155 aviões sucateados Para ganhar espaço em aeroportos, R$ 23 milhões em dívidas de empresas falidas serão assumidas pela União Aeronaves &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/23/governo-vai-remover-155-avioes-sucateados/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span><strong>Folha de São Paulo</strong><br />
São Paulo, quinta-feira, 19 de janeiro de  2012</span></div>
<div><span><br />
</span></div>
<div><span><strong><span style="color: #006699;"><span>Governo vai remover 155 aviões  sucateados</span></span></strong><span><br />
<strong><em>Para  ganhar espaço em aeroportos, R$ 23 milhões em dívidas de empresas falidas serão  assumidas pela União<br />
Aeronaves de Vasp, Varig e Transbrasil ocupam áreas  nobres; estorvo é presente em 11 dos 12 aeroportos da  Copa</em></strong></span></span></div>
<div><span><strong><em> </em></strong><br />
</span><strong><span style="font-family: MS Sans Serif;">SHEILA  D’AMORIM<br />
DE BRASÍLIA</span></strong><span> </span></div>
<div><span>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: MS Sans Serif;">Luiza  Sigulem/Folhapress</span><span><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-2803" title="11_07_20glb001" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2012/01/11_07_20glb001.jpg" alt="" width="400" height="215" /><br />
</span><span style="font-family: MS Sans Serif;">Aviões  sucateados ficam estacionados perto da pista do aeroporto de Cumbica</span></p>
<p>Para se livrar de 155 aviões velhos que  viraram sucatas e garantir mais espaço nos aeroportos, o governo precisa abrir  mão de cerca de R$ 23 milhões em dívidas de tarifas para permanência em solo e  outras taxas que os proprietários têm com a Infraero.</p>
<p>Terá de gastar  ainda algo em torno de R$ 2 milhões para desmonte somente das 65 aeronaves de  grande porte que pertencem, na maioria, a empresas falidas como Vasp, Varig e  Transbrasil.</p>
<p>A dívida total dessas companhias com a Infraero é bem maior.  Mas, para avançar com o programa Espaço Livre -coordenado pelo CNJ (Conselho  Nacional de Justiça) com o objetivo de liberar os aeroportos-, será preciso que  o governo assuma como prejuízo uma parte dos débitos, o que permitirá a remoção  dos aviões.</p>
<p>&#8220;Esse foi o acordo para a remoção das aeronaves em Congonhas  e deverá ser seguido pelos demais. A Infraero recuperará os valores gastos entre  três e seis meses, ao explorar comercialmente os espaços ocupados&#8221;, diz Marlos  Augusto Melek, juiz auxiliar da corregedoria do CNJ.</p>
<p>A estatal está  passando um pente-fino nos débitos de todas aeronaves para atualizar os valores  e checar se há alguma restrição legal para abrir mão do  pagamento.</p>
<p>Segundo levantamento do governo obtido pela Folha, dos 66  aeroportos administrados pela Infraero, 34 estão com áreas nobres entulhadas por  aviões que não têm mais condições de voo, envolvidos em pendência  judiciais.</p>
<p>Todas as cidades-sede da Copa, com exceção do de Natal (RN),  enfrentam esse problema. A maior parte das aeronaves, 90 no total, são pequenas  e foram apreendidas de traficantes, penhoradas para pagar dívidas trabalhistas  ou com o próprio governo ou foram simplesmente abandonadas pelos  donos.</p>
<p>Alguns aviões estão parados nos aeroportos Pinto Martins, em  Fortaleza (CE), e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, desde 1992. As duas  aeronaves mais antigas registradas no levantamento estão em Congonhas: uma desde  1972, e a outra, 1981.</p>
<p>Os aeroportos de Brasília e Congonhas e um de  Belém concentram a maior quantidade dessas aeronaves: 44.</p>
<p>No fim do ano  passado, o programa Espaço Livre conseguiu remover e desmontar sete aviões  grandes que pertenciam à Vasp. Quatro deles deles estavam em Congonhas (SP) e  três no Galeão (RJ).</p>
<p>O cronograma está atrasado. O CNJ previa resolver a  situação das aeronaves de grande porte até março. &#8220;A responsabilidade pela  Infraero migrou do Ministério da Defesa para a Secretaria de Aviação Civil e  isso atrasou o processo&#8221;, afirma Melek.</p>
<p><strong>FOLHA.com</strong></p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1036253-governo-deve-desistir-de-divida-para-remover-avioes-sucateados.shtml" title="Veja imagens dos aviões que viraram sucata" target="_blank" class="liexternal">Veja imagens dos aviões que viraram  sucata</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p></span></div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2012/01/23/governo-vai-remover-155-avioes-sucateados/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Notícias Transbrasil – 26 &#8211; Desmonte de aviões em aeroportos vai ganhar agilidade</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/11/09/noticias-transbrasil-26-desmonte-de-avioes-em-aeroportos-vai-ganhar-agilidade/</link>
		<comments>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/11/09/noticias-transbrasil-26-desmonte-de-avioes-em-aeroportos-vai-ganhar-agilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 16:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Desmonte de aviões em aeroportos vai ganhar agilidade A desocupação de áreas tomadas por carcaças de aviões em aeroportos do Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre deve ser mais rápida. Duas novas Varas de Justiça &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/11/09/noticias-transbrasil-26-desmonte-de-avioes-em-aeroportos-vai-ganhar-agilidade/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong><span style="font-size: large;">Desmonte de aviões em aeroportos vai ganhar  agilidade</span></strong></div>
<div>
<p>A desocupação de áreas tomadas por carcaças de aviões em aeroportos do Rio de  Janeiro, Brasília e Porto Alegre deve ser mais rápida. Duas novas Varas de  Justiça — a 1ª Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de  falência da Varig, e a 19ª Cível de São Paulo, responsável pelo processo de  quebra da Transbrasil — acabam de aderir ao programa Espaço Livre Aeroportos, da  Corregedoria Nacional de Justiça.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2631" title="desmonte-avioes-varig-transbrasil1" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2011/11/desmonte-avioes-varig-transbrasil1.jpeg" alt="" width="265" height="200" /></p>
<p>Hoje,  as aeronaves da Varig, VarigLog e Transbrasil estão armazenadas nos aeroportos  do Galeão, no Rio de Janeiro; Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília; e no  Salgado Filho, em Porto Alegre. A expectativa é de que o trâmite para desmonte  ou venda seja agilizado.</p>
<p>São quatro Boeings pertencentes à massa falida da Varig parados no aeroporto  do Galeão e um no aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre. Também no Galeão há  outras duas aeronaves da VarigLog deterioradas que poderão ter o desmonte  facilitado a partir da adesão da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro ao  programa. Um dos aeroportos mais movimentados do país, o de Brasília, é hoje  ocupado por três Boeings 767-200 da Transbrasil e três da Vasp, todos eles fora  de uso.</p>
<p>A empresa aérea TAP, que hoje opera hangares onde os antigos aviões da Varig  estão guardados, vai cuidar do desmonte das aeronaves que ficam no Rio de  Janeiro. De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça,  Marlos Augusto Melek, coordenador do programa Espaço Livre, até março do ano que  vem todos os seis aviões parados em Brasília já deverão ter sido  desmontados.</p>
<p>Por meio do programa Espaço Livre, quatro aeronaves da Vasp que ocupavam  áreas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já foram desmontadas. A sucata  resultante do desmonte será vendida em leilão previsto para dezembro e a renda  será revertida à massa falida da empresa. O programa procura remover dos  aeroportos toda  sucata de aviões pertencentes a empresas aéreas que  faliram nos últimos anos e ainda estão nos terminais. Outra frente do programa  tem como objetivo viabilizar a doação de aeronaves usadas por criminosos —  geralmente traficantes de drogas — ao Judiciário dos Estados. Desde o início do  programa, duas aeronaves já foram doadas: uma para a Justiça do Amazonas e a  segunda, recentemente, à Justiça do Mato Grosso. <em>Com informações da  Assessoria de Comunicação do  CNJ</em>.</p>
</div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/11/09/noticias-transbrasil-26-desmonte-de-avioes-em-aeroportos-vai-ganhar-agilidade/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Flashback – Desempenho das Empresas Nacionais em 1987</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/06/27/flashback-desempenho-das-empresas-nacionais-em-1987/</link>
		<comments>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/06/27/flashback-desempenho-das-empresas-nacionais-em-1987/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 22:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[TAM]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>
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		<category><![CDATA[VASP]]></category>

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		<description><![CDATA[Aviação Brasil 19 jun, 2011 às 13:04 Flashback – Desempenho das Empresas Nacionais em 1987 Passados pouco mais de 23 anos, o cenário das empresas brasileiras mudou e muito. Novas empresas, novas demandas, novos tipos de &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/06/27/flashback-desempenho-das-empresas-nacionais-em-1987/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":tp">
<div id=":to">
<div dir="ltr">
<div dir="ltr">
<div>
<p><strong><a name="130b75d4b48a79de_Flashback"><span>Aviação  Brasil</span></a></strong><span><br />
<span>19 jun, 2011 às 13:04</span></span><br />
<strong><span style="color: #006699;">Flashback – Desempenho das Empresas Nacionais em  1987</span></strong></p>
<p><span><img src="http://aeronautas.org.br/images/stories/clipping/11_06_20avbr003.jpg" border="0" alt="" hspace="5" width="150" height="100" align="left" /><span>Passados pouco mais de 23  anos, o cenário das empresas brasileiras mudou e muito. Novas empresas, novas  demandas, novos tipos de serviços, passagens mais baratas, concorrências, enfim,  o que estamos acompanhando nos últimos anos era um cenário pouco imaginável no  final da década de 80.</span></span></p>
<p>Naquela época cinco empresas regionais (Brasil  Central, Nordeste, Rio Sul, Taba e Tam) e quatro domésticas (Cruzeiro do Sul,  Transbrasil, Varig e Vasp) competiam num mercado marcado pelo monopólio das  linhas internacionais (Varig/Cruzeiro) e linhas regionais onde as grandes  empresas não competiam diretamente com as menores.</p>
<p>O desempenho das  empresas no final daquele ano mostrou a competição que havia entre as menores e  maiores do setor. Comparado aos dias atuais, podemos afirmar que um número maior  de competidores entrou no mercado regional, o doméstico, ano a ano, está ficando  mais competitivo, mas no internacional, o domínio que viamos da Varig naquela  época é visto hoje com a TAM, empresa que a sucedeu com sucesso no exterior. Em  1987 você imaginaria a TAM, dos Embraer Bandeirante e Fokker 27, com uma frota  de mais de 100 jatos e dominando quase 90% do tráfego internacional partindo e  chegando do Brasil (comparado com as empresas nacionais  somente)?</p>
<p><strong>Veja os números finais de 1987</strong></p>
<p>Mercado  Regional (Passageiros Transportados)</p>
<p>TAM – 338.004</p>
<p>Rio Sul –  309.741</p>
<p>Taba – 209.103</p>
<p>BR Central – 204.072</p>
<p>Nordeste –  97.861</p>
<p>Mercado Doméstico e Internacional (Passageiros  Transportados)</p>
<p>Varig – 5.559.279</p>
<p>Vasp – 4.757.242</p>
<p>Cruzeiro  do Sul – 3.028.795</p>
<p>Transbrasil –  2.548.143</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/06/27/flashback-desempenho-das-empresas-nacionais-em-1987/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Notícias Transbrasil &#8211; 25 &#8211; Massa falida da Transbrasil é multada por atraso em rescisão</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/04/11/noticias-transbrasil-25-massa-falida-da-transbrasil-e-multada-por-atraso-em-rescisao/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 14:36:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícias do Tribunal Superior do Trabalho &#160; 05/04/2011 Massa falida da Transbrasil é multada por atraso em rescisão &#160; A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho deu provimento parcial a recurso de um ex-empregado da &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/04/11/noticias-transbrasil-25-massa-falida-da-transbrasil-e-multada-por-atraso-em-rescisao/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3><span style="font-family: Georgia;"><span style="color: #2d5977;"><em>Notícias do        Tribunal Superior do Trabalho </em></span></span></h3>
<table border="0" width="95%" align="center">
<tbody>
<tr>
<th><span style="color: #000000; font-size: xx-small;"> </span>&nbsp;</p>
<div><strong><span>05/04/2011</span></strong></div>
<div><strong><span>Massa              falida da Transbrasil é multada por atraso em              rescisão</span></strong></div>
<p>&nbsp;</th>
</tr>
<tr>
<td><span><span>A Sétima Turma do Tribunal Superior do              Trabalho deu provimento parcial a recurso de um ex-empregado da              Massa Falida da <strong><span style="color: #0000ff;">Transbrasil</span></strong> S/A              Linhas Aéreas e restabeleceu sentença que condenou a empresa ao              pagamento das multas previstas nos artigos 467 e 477, parágrafo 8º,              da CLT por ausência do pagamento das verbas rescisórias nos prazos              devidos. A condenação foi imposta porque, quando da dispensa do              empregado, sem justa causa, a Massa Falida não pagou as verbas              rescisórias.&nbsp;</p>
<p>O cargo ocupado pelo empregado quando ingressou              na empresa foi o de agente de aeroporto. A partir de 1995, passou a              desempenhar as funções de comissário, que exerceu até a rescisão              contratual, em dezembro de 2001, tendo percebido como maior              remuneração a quantia de R$ 5.117,91. No entanto, decorridos três              meses do seu desligamento, além de não pagar as verbas rescisórias,              a empresa também não lhe forneceu as guias de seguro desemprego e do              saque do FGTS, conforme certidão do Sindicato Nacional dos              Aeronautas, anexada aos documentos e à petição inicial, quando o              comissário ingressou com ação trabalhista na 12ª Vara do Trabalho de              Brasília.</p>
<p>Além do pagamento das verbas rescisórias, ele              pleiteou indenização por danos morais, em vinte vezes o valor da              maior remuneração, por não ter recebido salário nos três meses              anteriores à dispensa. O atraso, alegou, impossibilitou-o de cumprir              seus compromissos financeiros, com graves prejuízos materiais e              outros de valor moral, como a perda de credibilidade e o              constrangimento pelas inúmeras cobranças recebidas, inclusive com              registro do seu nome no SPC-Serasa, dívidas do cheque especial e,              ainda, por não poder pagar a pensão alimentícia da filha.</p>
<p>A              Vara do Trabalho condenou a Massa Falida ao pagamento do aviso              prévio indenizado, verbas rescisórias e indenização por danos              morais, no valor pleiteado. Condenou-a, ainda, ao pagamento da multa              prevista no artigo 467 da CLT (em caso de rescisão contratual,              havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o              empregador é obrigado a pagar, ao trabalhador, à data do              comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa dessa              verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de 50%).</p>
<p>Mas o              Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO) excluiu da              condenação o pagamento da multa, ao entendimento de que a empresa              constituía massa falida. Aplicou ao caso a Súmula nº 388 do TST, que              exime a massa falida de ambas as multas. Quanto à indenização por              danos morais, o colegiado reduziu o valor para R$ 20.000,00.</p>
<p>No recurso ao TST, o comissário afirmou que a rescisão              contratual ocorreu antes da decretação de falência da <strong><span style="color: #0000ff;">Transbrasil</span></strong>, sendo devidas as multas. A              juíza convocada Maria Doralice Novaes, relatora, afastou a              incidência da Súmula nº 388 do TST porque, segundo afirmou, o              contrato foi rescindido antes da falência. A juíza citou precedentes              do TST no mesmo sentido e manteve o valor da indenização em R$              20.000,00.</p>
<p>(Lourdes Côrtes)</p>
<p>Processo: <a href="http://ext02.tst.jus.br/pls/no01/" target="_blank" class="liexternal"><span style="color: #0036d7;"><span>RR-56440-11.2002.5.10.0012</span></span></a></p>
<p>small&gt;Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho              oficial.<br />
Permitida a reprodução mediante citação da fonte<br />
Secretaria de Comunicação Social do Tribunal Superior do              Trabalho<br />
Tel. (61) 3043-4404<br />
<a href="mailto:imprensa@tst.gov.br" target="_blank" class="limailto"><span style="color: #0036d7;"><span>imprensa@tst.gov.br</span></span></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p></span></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/04/11/noticias-transbrasil-25-massa-falida-da-transbrasil-e-multada-por-atraso-em-rescisao/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais de 100 carcaças de aviões de empresas falidas serão retiradas de aeroportos até o fim do ano</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/01/29/mais-de-100-carcacas-de-avioes-de-empresas-falidas-serao-retiradas-de-aeroportos-ate-o-fim-do-ano/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Jan 2011 16:38:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>
		<category><![CDATA[VASP]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais de 100 carcaças de aviões de empresas falidas serão retiradas de aeroportos até o fim do ano Publicada em 26/01/2011 às 21h12m Jornal O Globo Geraldo Doca BRASÍLIA &#8211; A Infraero e o Conselho Nacional &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/01/29/mais-de-100-carcacas-de-avioes-de-empresas-falidas-serao-retiradas-de-aeroportos-ate-o-fim-do-ano/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":1am">
<div id=":1al">
<div dir="ltr">
<div dir="ltr">
<div>
<h3><span style="font-family: Times New Roman;">Mais de 100 carcaças de aviões de empresas  falidas serão retiradas de aeroportos até o fim do ano</span></h3>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Publicada em  <strong>26/01/2011</strong> às 21h12m</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Jornal O Globo</span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Geraldo Doca</span></p>
<div>
<div>
<div><a href="http://www.facebook.com/sharer.php?u=http%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Feconomia%2Fmat%2F2011%2F01%2F26%2Fmais-de-100-carcacas-de-avioes-de-empresas-falidas-serao-retiradas-de-aeroportos-ate-fim-do-ano-923614527.asp&amp;t=Mais%20de%20100%20carca%C3%A7as%20de%20avi%C3%B5es%20de%20empresas%20falidas%20ser%C3%A3o%20retiradas%20de%20aeroportos%20at%C3%A9%20o%20fim%20do%20ano%20-%20O%20Globo%20Online&amp;src=sp" type="button_count" name="12dcdf87d643a1c0_fb_share" target="_blank" class="liexternal"><span style="font-family: Tahoma;"><span style="color: #333333;"><strong><span> </span></strong></span></span></a><span style="font-family: Times New Roman;"> </span></div>
</div>
</div>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">BRASÍLIA &#8211; A Infraero e o Conselho Nacional de  Justiça (CNJ), com apoio do governo federal, anunciam na próxima quarta-feira em  São Paulo um projeto para retirar 119 carcaças de aviões, de empresas falidas,  como Transbrasil e Vasp, ou apreendidos e que estão apodrecendo nos aeroportos  brasileiros. O objetivo é removê-las até o fim de 2011. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Do total, 27 são da Vasp e nove estão em  Congonhas, um dos terminais mais caros do país. Em Brasília, onde há gargalos no  pátio, há três aviões da Transbrasil, que parou de voar há mais de dez anos.  Nesta quarta-feira, dois funcionários suspensos por uma grua fizeram uma faxina  na parte externa das aeronaves, com água, sabão e rodo. Também estão na área  dois aparelhos da Vasp. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Para retirar esses aviões, foi criada uma  força-tarefa, formada por 12 órgãos federais e que vem se reunindo, sob a  coordenação do CNJ, desde setembro de 2010. A proposta foi fechada nesta  quarta-feira numa reunião entre o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a ministra  Eliana Calmon e o juiz Marlos Melek (Corregedoria Nacional de Justiça), o  presidente da Infraero, Murilo Barboza, e a presidente da Anac, Solange Vieira,  para discutir o assunto. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Um dos principais efeitos da medida será em  Congonhas, com da capacidade do pátio para pernoite e manutenção de aeronaves  que estão operando normalmente. Em segundo lugar, Brasília, onde as queixas das  companhias sobre a falta de espaço para estacionar aviões é constante. </span></p>
<p><span style="font-family: Times New Roman;">Há aviões obstruindo áreas em outros aeroportos  movimentados, como Guarulhos (SP), Santos Dumont e Galeão (Tom  Jobim).</span></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<div style="text-align:left; margin: 0px 0px 0px 0px;" ><a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2011/01/29/mais-de-100-carcacas-de-avioes-de-empresas-falidas-serao-retiradas-de-aeroportos-ate-o-fim-do-ano/?pfstyle=wp" style="text-decoration: none; outline: none; color: #55750C;" class="liimagelink"><img class="printfriendly" src="http://cdn.printfriendly.com/pf-button.gif" alt="PrintFriendly" style="display:none; width:1px; height:1px;" /></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Matéria divulgada no G1 em 5.9.2010</title>
		<link>http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2010/09/08/materia-divulgada-no-g1-em-5-9-2010/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 20:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Transbrasil]]></category>
		<category><![CDATA[VARIG]]></category>
		<category><![CDATA[VASP]]></category>

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		<description><![CDATA[05/09/2010 08h24 &#8211; Atualizado em 05/09/2010 08h27 Só em SP, aéreas falidas respondem a 7,7 mil processos trabalhistas Balanço de ações contra Transbrasil, Vasp e Varig foi feito a pedido do G1. &#8216;Já perdi a esperança&#8217;, &#8230; <a href="http://www.duqueestrada.adv.br/index.php/2010/09/08/materia-divulgada-no-g1-em-5-9-2010/" class="liexternal">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":104">
<div id=":11n">
<div>
<div><span style="font-family: Calibri;"></p>
<div>
<p><abbr>05/09/2010 08h24</abbr> &#8211; Atualizado em <abbr>05/09/2010 08h27</abbr></p>
</div>
<div>
<h1>Só em SP, aéreas falidas respondem a 7,7 mil processos  trabalhistas</h1>
<h2>Balanço de ações contra Transbrasil, Vasp e Varig foi feito a pedido do  G1.<br />
&#8216;Já perdi a esperança&#8217;, diz ex-aeronauta que ainda espera por  direitos.</h2>
</div>
<div>
<div>
<p><strong>Mariana Oliveira</strong> Do G1, em São Paulo</p>
</div>
</div>
<div>
<div>
<div><img title="Aviões da Vasp se deterioram no Aeroporto de Congonhas em meio à disputa judicial" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2010/09/vasp320225.jpg" alt="Aviões da Vasp se deterioram no Aeroporto de Congonhas em meio à disputa judicial" width="300" height="225" /><strong>Aviões da Vasp se deterioram no Aeroporto de<br />
Congonhas em  meio à disputa judicial (Foto: Daigo<br />
Oliva / G1)</strong></div>
<p>Ex-funcionários das companhias aéreas falidas Transbrasil, Vasp e Varig já  esperam há mais de dez anos para reaver seus direitos na Justiça. Ao todo,  somente no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª região, que compreende a região  metropolitana de São Paulo e litoral, são 7,7 mil processos trabalhistas contra  as três empresas.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/economia-e-negocios/fotos/2010/09/confira-fotos-de-avioes-da-vasp-no-aeroporto-de-congonhas-em-sp.html" target="_blank"><strong>Confira  fotos de aviões da Vasp no Aeroporto de Congonhas<br />
</strong></a></p>
<p><a><strong>Comente esta  notícia<br />
</strong></a></p>
<p>A pedido do <strong>G1</strong>, o TRT-2 fez um levantamento sobre a  quantidade de ações em andamento contra cada companhia: são 4,3 mil ações contra  Vasp, 1,8 mil contra a Varig e 1,6 mil contra a Transbrasil. Cada ação pode ter  mais de um beneficiário. O TRT-2 representa 25% do movimento da Justiça  trabalhista no país, segundo o tribunal.</p>
<p>A <a href="http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/08/justica-do-rio-de-janeiro-decreta-falencia-da-antiga-varig.html" target="_blank" class="liexternal">decretação  de falência mais recente foi a da Varig</a>, no último dia 20 de agosto. A  empresa passava por dificuldades desde antes de <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL15312-9356,00.html" target="_blank" class="liexternal">vender  parte de seu negócio para a Gol em 2007</a>, em meio a um processo de  recuperação judicial. Trabalhadores e acionistas ainda tentam reverter a  falência, pois alegam que o administrador judicial não poderia fazer o  pedido.</p>
<p>A falência <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL752412-9356,00-TJSP+DECRETA+A+FALENCIA+DA+VASP.html" target="_blank" class="liexternal">da  Vasp foi decretada em 2008</a>. A Transbrasil foi a primeira das três a falir,  em 2002.</p>
<p>De acordo com o desembargador-presidente do TRT de São Paulo, Décio Sebastião  Daidone, a demora para que os trabalhadores recebam se deve à complexidade dos  processos de falência que estão em andamento. &#8220;Em falência precisa ter  paciência. Em qualquer situação, a pessoa paga quando quer e quando tem dinheiro  para fazer. Uma vez que a empresa faliu significa que não teve condições de  saldar seus credores por diversas razões. (&#8230;) Os primeiros que devem ser  atendidos são créditos dos trabalhadores, que são de natureza alimentar.&#8221;</p>
<p>Paciência é algo que o ex-comissário de voo da Varig Edgard Augusti, de 49  anos, diz não ter mais. Ele trabalhou na empresa por 20 anos e saiu no ano 2000,  oito anos antes da decretação da falência. &#8220;Não recebi nem o último salário,  férias, 13º&#8221;, contou ele ao <strong>G1</strong>. Ele entrou com ação na Justiça  em 2003 e até hoje não recebeu nada. Segundo seu advogado, ele teria a receber  R$ 420 mil da empresa.</p>
<div><img title="O ex-comissário Edgard Augusti diz que já desistiu de receber seu dinheiro: 'No começo eu me senti lesado, senti pena de mim mesmo. Hoje, sinceramente, não penso mais nisso.'" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2010/09/vasp620388.jpg" alt="O ex-comissário Edgard Augusti diz que já desistiu de receber seu dinheiro: 'No começo eu me senti lesado, senti pena de mim mesmo. Hoje, sinceramente, não penso mais nisso.'" width="550" height="344" /><strong>O ex-comissário Edgard Augusti diz que já desistiu de receber  seu dinheiro: &#8216;No começo eu me senti lesado, senti pena de mim mesmo. Hoje,  sinceramente, não penso mais nisso.&#8217; (Foto: Daigo Oliva / G1)</strong></div>
<p>&#8220;No começo eu me senti lesado, senti pena de mim mesmo. Hoje, sinceramente,  não penso mais nisso. A gente fica esperando e o dinheiro não vem. Tem gente que  para a vida esperando. Eu prefiro correr atrás do que perdi. Já perdi a  esperança. Tenho amigos que morreram e não receberam. Desencanei geral. Se for  para receber, que venha para minha velhice&#8221;, disse Edgar.</p>
<p>O ex-comissário diz que, na época, seu casamento acabou porque ele ficou dois  anos desempregado. &#8220;Ela continuou trabalhando e eu, cuidando da casa. Ela não  aguentou&#8221;. Ele acabou mudando de ramo e virou vendedor de joalheria. &#8220;Meu  salário de vendedor é bem melhor. Me dei bem. Adquiri outra profissão. Comecei  ganhando o mínimo, depois deslanchei.&#8221;</p>
<p>O mesmo não aconteceu com a ex-comissária Iraildes dos Reis Costa, 58  anos, que também trabalhou na Vasp. &#8220;Foi horrível, não consegui me recuperar até  hoje. (&#8230;) É difícil encontrar emprego depois dos 40, então aproveitei pra  cuidar da minha mãe que estava doente, mas me endividei completamente&#8221;, diz  Iraildes que, de acordo com seu advogado, deveria receber em torno de R$ 240  mil.</p>
<div>
<div>A gente sabia o que estava acontecendo, ficamos muito tempo sem  receber salário, não forneciam mais vale-transporte e até mesmo o plano de saúde  foi cancelado sem o nosso conhecimento&#8221;</div>
<div>Laudecy Devegili, ex-funcionária da Transbrasil</div>
</div>
<p>Laudecy Devegili, de 54 anos, trabalhou por nove anos como supervisora de  reembolso na Transbrasil e entrou com ação em 2001. Desde então espera para  receber uma quantia estimada em R$ 80 mil. &#8220;A gente sabia o que estava  acontecendo, ficamos muito tempo sem receber salário, não forneciam mais  vale-transporte e até mesmo o plano de saúde foi cancelado sem o nosso  conhecimento. Ninguém estava mais disposto a trabalhar de graça, e sem que  tivéssemos sequer uma satisfação por parte da empresa.&#8221;</p>
<p>Vera Lucia Limberger, 53 anos, trabalhou na Varig por 23. Se aposentou, mas  continuou trabalhando. Saiu da empresa em 2006 e entrou com processo judicial em  seguida. O advogado estima que ela tenha direito a R$ 187 mil. &#8220;Eu continuava  voando, amava minha profissão e acho que ainda podia voar mais alguns anos e  tinha condições pra isso&#8221;, lembra a ex-comissária.</p>
<p>A ex-comissária Rúbia Moreira Adamecz, 56 anos, trabalhou 19 anos na Vasp e  também já havia se aposentado quando foi demitida. Após sair da empresa em 2000,  Rúbia entrou com uma ação na Justiça e espera até hoje receber a quantia que diz  ser em torno de R$ 500 mil.</p>
<p>&#8220;A Vasp era uma família mesmo, a gente vestia o uniforme com uma raça e um  orgulho que você não faz idéia&#8221;, diz Rúbia. Depois de sair da Vasp, ela procurou  cursos para mudar de área. Hoje, a ex-comissária trabalha com artesanato e  critica os aeronautas que não procuram outro caminho profissional. &#8220;O que eu  vejo de colegas desesperados&#8230; Sei de pessoas que estão numa situação  lamentável e o que as companhias querem é carinha nova, jovem, é  complicado.&#8221;</p>
<p>De modo geral, de acordo com especialistas consultados pelo  <strong>G1</strong>, a maioria dos funcionários pede os direitos básicos, como  aviso prévio, férias, 13º salário e fundo de garantia. No entanto, os aeronautas  não são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Há uma lei  própria, a lei do aeronauta, que prevê direitos ampliados, como horas de voo,  tempo de aeronave no solo e adicional de periculosidade.</p>
<p>O desembargador Décio Sebastião Daidone informou que a maioria dos  trabalhadores que entrou com ações após a decretação das falências das  companhias aéreas ainda não recebeu seus direitos.</p>
<p>Carlos Duque Estrada, advogado trabalhista especialista na área de aviação,  conta que há muitos ex-funcionários de companhias aéreas falidas que têm  dificuldades para se manter. &#8220;A maioria na geração de hoje, quando vai ser  comissária, já tem curso superior. Na época, o pessoal não fazia isso. Passa de  determinada idade, o mercado rejeita. Quando foram demitidos, perderam muita  coisa e muitos passam dificuldades por não ter conseguido outro emprego. Isso  gerou um problema social gravíssimo.&#8221;</p>
<p>Duque Estrada diz que as primeiras ações contra as três companhias aéreas  foram protocoladas ainda no começo da década de 90, mas que a maioria dos  processos entrou na Justiça perto do ano 2000.</p>
<div><img title="Avião da Vasp no Aeroporto de Congonhas" src="http://www.duqueestrada.adv.br/wp-content/uploads/2010/09/vasp620430.jpg" alt="Avião da Vasp no Aeroporto de Congonhas" width="550" height="381" /><strong>Avião da Vasp no Aeroporto de Congonhas (Foto: Daigo Oliva /  G1)</strong></div>
<h1><strong><br />
Vasp</strong></h1>
<p>Também especializado em ações trabalhistas na área  do direito aeronáutico, Ricardo Jubilut avalia que a situação dos trabalhadores  da Vasp é a que está mais próxima de um &#8220;final feliz&#8221;. &#8220;Houve uma ação do  Ministério Público do Trabalho e nessa ação foram penhorados bem pessoais do  Canhedo (Wagner Canhedo, um dos principais acionistas da Vasp). Houve ganho de  causa e trabalhadores ficaram com uma fazenda como pagamento. Existe luz no fim  do túnel para os ex-empregados da Vasp&#8221;, diz ele.</p>
<p>Para concentrar todas as ações contra a Vasp, o TRT de São Paulo criou uma  vara específica para os processos contra a empresa, apelidada de Vara Vasp. De  acordo com o tribunal, há ações trabalhista contra a Vasp também no Rio de  Janeiro, Goiás, Pernambuco e Maceió. Nesses estados, os empregados também  optaram por prosseguir contra o grupo econômico Canhedo de Azevedo, já que a lei  diz que o empregador pode ser responsabilizado.</p>
<p>O <strong>G1</strong> procurou Wagner Canhedo. Por meio de sua assessoria de  imprensa, ele afirmou que &#8220;ainda não é o momento de falar sobre esse assunto&#8221;. A  <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1517416-9356,00-JUSTICA+VAI+VENDER+FAZENDA+DE+R+MILHOES+PARA+QUITAR+DIVIDAS+DA+VASP.html" target="_blank" class="liexternal">fazenda  de Canhedo é estimada em R$ 615 milhões</a>. Pertence à Agropecuária Vale do  Araguaia, de Goiás, ligada ao Grupo Canhedo, que também é dono da empresa de  ônibus Viplan, em Brasília.</p>
<p>De acordo com o desembargador do TRT de São Paulo, Décio Sebastião Daidone,  foi realizado um leilão da fazenda, mas ninguém deu lance. Segundo ele, há  interesse de grupos econômicos, mas como o Grupo Canhedo havia protocolado  recursos, os interessados podem ter ficado &#8220;com medo&#8221;. &#8220;As perspectivas são  boas. Estamos aguardando a finalização do processo (julgamento dos recursos)  para realizar um novo leilão.&#8221;</p>
<p>&#8220;A partir do momento que conseguirmos leiloar o imóvel, todo o dinheiro será  dividido proporcionalmente entre os trabalhadores com ações (na Vara Vasp).  Evidentemente será um trabalho grande. Mas está mais próximo do que se imagina,  não podem desanimar.&#8221;</p>
<p>O administrador judicial da Vasp está atualmente apurando o valor dos bens e  das dívidas da Vasp. No Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, é possível ver  aviões que se deterioram no hangar que foi da Vasp e hoje pertence à Infraero. O  <strong>G1</strong> apurou que já ocorreram tentativas de vender as aeronaves,  mas não houve interesse de compradores. Outros leilões devem ser realizados, mas  não há previsão de data.</p>
<div>O TRT de São Paulo informou que  as ações contra a Transbrasil e a Varig, diferentemente da Vasp, estão divididas  entre as 90 varas trabalhistas.</div>
<h1><strong>Transbrasil</strong></h1>
<p>Para o advogado Carlos Duque Estrada, 99% dos  trabalhadores  da Transbrasil ainda não receberam nada.</p>
<p>A esperança dos ex-trabalhadores da empresa, na avaliação do advogado, é  atacar o espólio (patrimônio que será dividido entre familiares) do acionista  majoritário, Omar Fontana, o falecido fundador da Transbrasil. &#8220;Estamos atacando  o espólio. Nossa esperança é via espólio. Esses trabalhadores têm o direito de  receber e ações trabalhistas têm preferência sobre tudo.&#8221;</p>
<p>Outra esperança no caso da Transbrasil, aponta o trabalhista Jubilut, é uma  decisão da Justiça paulista em relação à fornecedora multinacional General  Eletric (GE), que fazia leasing de aeronaves e fornecia equipamentos.</p>
<p>A decisão diz que a nota promissória apresentada pela GE para pedir a  falência já havia sido paga. Por conta disso, a GE foi condenada pelo Tribunal  de Justiça de São Paulo a indenizar a Transbrasil em US$ 42 milhões, o dobro do  valor da promissória. &#8220;Neste caso pode-se partir para cima disso para tentar  receber alguma coisa”, avalia Jubilut.</p>
<p>Além da multa, GE também foi condenada a indenizar a Transbrasil a pagar os  valores referentes aos prejuízos que a empresa teve com a falência. A GE já  recorreu da decisão com recurso ao próprio tribunal.</p>
<p>De acordo com Cristiano Zanin Martins, um dos advogados da Transbrasil, mesmo  que se confirme a decisão, a falência não será revertida. &#8220;Pelo tempo  transcorrido, não há como reverter a situação. Mas a falência se deve a um ato  ilegal. (&#8230;) Se hoje se tem dívida trabalhista é por conta de uma ação  indevida.&#8221;</p>
<p>A assessoria de imprensa da GE informou que apenas uma pequena parte da nota  promissória havia sido paga pela Transbrasil. Antes de pedir a falência, a  empresa informa ter tentado negociar, mas não houve sucesso. Informou ainda que  esse é apenas um dos processos envolvendo a Transbrasil e a GE. Mais de 10 ações  na Justiça dão vitória à GE, disse a assessoria.</p>
<p>O advogado Antônio Tavares Paes Júnior, que representa a GE, diz que várias  decisões já reconheceram que as promissórias não foram pagas. &#8220;O valor devido  pela Transbrasil e jamais pago, era de US$21 milhões com relação às notas  promissórias. A decisão da ação declaratória, que ainda não é final, fixou o  pagamento em o dobro do valor devido pela Transbrasil, US$ 42 milhões. Quanto a  outra indenização eventual, estas terão valor de zero, pois na época em que a  Transbrasil teve sua falência decretada, já estava falida de fato há muito  tempo, ou seja, não há o que indenizar. Indenizar uma empresa falida por ter  tido sua falência decretada?&#8221;</p>
<p>O TRT de São Paulo informou que as ações contra a Transbrasil e a Varig,  diferentemente da Vasp, estão divididas entre as 90 varas trabalhistas.</p>
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<div>Alguns juízes acham que a Gol deveria herdar as dívidas, outros  acham que não. Isso vai caminhar no sentido de haver jurisprudência  vinculante&#8221;</div>
<div>Desembargador Décio Daidone, do TRT de São Paulo</div>
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<h1><strong>Varig</strong></h1>
<p>As ações trabalhistas contra a Varig aguardam a  confirmação do decreto da falência. Trabalhadores e acionistas questionam a  falência sob a alegação de que o administrador judicial não podia pedir a  falência. Procurado pelo <strong>G1</strong>, o administrador não quis conversar  com a reportagem.</p>
<p>Muitos juízes divergem sobre se a Gol deve herdar as dívidas trabalhistas da  Varig, já que comprou o lado mais lucrativo da companhia. &#8220;Alguns juízes acham  que a Gol deveria herdar as dívidas, outros acham que não. Isso vai caminhar no  sentido de haver jurisprudência vinculante. Processos têm muitas possibilidades,  depende de cada procedimento&#8221;, aponta o desembargador Décio Daidone.</p>
<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) já entendeu que não há sucessão de dívidas  na compra de empresas em recuperação judicial, mas a decisão não é  vinculante.</p>
<p>&#8220;Das três empresas falidas, a Varig é a situação mais difícil do ponto de  vista do trabalhador por conta da decisão do Supremo&#8221;, opina o advogado Duque  Estrada.</p>
<p>O trabalhista Jubilut, porém, diz que ainda acredita que a Gol possa ser  responsabilizada. &#8220;Pode-se questionar a Variglog, que hoje é da Gol, mas não  precisa ser necessariamente sucessão de dívida. Mas se confirmada a falência é o  pior cenário.&#8221;</p>
<p>O advogado Otávio Bezerra Neves, que defende a Associação dos Pilotos da  Varig, afirma que &#8220;o problema da decretação de falência” é que isso altera toda  a distribuição de créditos que possam vir a ser arrecadados. Ele explicou que,  se a Varig continuar em recuperação, o credor com preferência para receber  créditos é o Aerus, fundo de previdência dos trabalhadores.<br />
A Varig tem uma  ação na Justiça, que está no Supremo Tribunal Federal, que cobra da União cerca  de R$ 4 bilhões (valor estimado pelo Tribunal de Justiça do Rio) por perdas com  o congelamento de tarifas nos anos 80 e 90.</p>
<p>Os trabalhadores têm esperança de receber esse dinheiro por meio do Aerus.  Caso a falência seja confirmada, será iniciado um processo de levantamento de  ativos e passivos. Os trabalhadores terão preferência, mas somente receberão até  150 salários mínimos (quase R$ 80 mil). O problema é que muitos trabalhadores  têm muito mais do que isso para  receber.</p>
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<p></span></div>
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